Vale a pena fazer o FIES?

25 julho 2021

Ingressar em uma faculdade é o sonho de muita gente (e eu me incluo nessa lista), mas infelizmente, grande parte dessas pessoas não conseguem arcar com os custos integrais de uma faculdade e precisam recorrer de outros meios para poder entrar na faculdade. E um desses meios, é o famoso FIES


Por ser muito burocrático e sempre sofrer atualizações, o FIES ainda gera dúvidas e muita gente pergunta se vale a pena contratá-lo mesmo. Por isso, hoje vou contar pra você sobre minha experiência e opinião sobre o FIES. Vem comigo?


Vale a pena fazer o FIES?


Antes de começar a falar sobre minha experiência, vamos entender um pouco mais sobre o FIES.



O que é o FIES?


O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), é um programa do Ministério da Educação, destinado a financiar a graduação de estudantes matriculados em cursos superiores não gratuitas, que podem recorrer a esse financiamento para conseguir ingressar no curso que escolheu.

No site do Ministério da Educação explica que a partir do segundo semestre de 2015, a taxa de juros do financiamento passou de 3,4% ao ano para 6,5% ao ano, mantendo o prazo de carência de 18 meses para iniciar os pagamentos. 

Contratei o meu financiamento no início de 2016, dessa forma, a taxa de juros que pago é a de 6,5% ao ano, com o prazo de carência de 18 meses para iniciar os pagamentos e pago também parcelas trimestrais de R$ 150,00, referentes a amortização dos juros.

Porém, para quem contratou o financiamento a partir de 2017, já se encaixa no Novo FIES que possui condições diferentes do que eu contratei.


Como funciona o novo FIES?


O novo FIES foi sancionado em 7 de Dezembro de 2017, por Michel Temer, presidente nessa época.  Esse novo formato, segundo o site do Ministério da Educação é mais moderno que os anteriores e está dividido em diferentes modalidades, oferecendo assim, uma escala de financiamentos que varia de acordo com a renda familiar do candidato.

"O novo FIES mudou para melhor. Agora possui como pilares a ampliação do acesso ao ensino superior, a maior transparência para os estudantes e para a sociedade, e a melhoria na governança e na sustentabilidade do Fundo. O novo FIES possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato. O financiado começará a pagar as prestações respeitando o seu limite de renda, fazendo com que os encargos a serem pagos diminuam consideravelmente". Trecho retirado do site do MEC. Para ler na integra, é só clicar aqui.

Como faço parte do antigo FIES, de 2016, não tenho como dizer se essa mudança foi realmente boa para os candidatos. E, se caso você que está lendo esse artigo agora, fizer parte do novo FIES, deixe nos comentários sua opinião, vou curtir saber 😉.


Quem pode contratar o FIES?


Além de se enquadrar nos requisitos do novo FIES, você precisa ter realizado a prova do ENEM, ter obtido nota mínima de 450 pontos e não ter zerado a redação. Em alguns casos, é preciso que o estudante indique um fiador para conseguir contratar o financiamento.

O financiamento pode ser total ou parcial, como foi meu caso. E mesmo se você conseguir a porcentagem máxima do FIES, a cada trimestre é preciso pagar uma parte da amortização. 

O meu foi assim: Consegui 97% do financiamento para o curso de Administração de Empresas em 2016. Dessa forma, pagava a diferença dos 3% direto para a faculdade, que me mandava um boleto mensal e, a cada três meses pagava também uma parte da amortização. No meu caso, essa parte era fixa de R$ 150,00.


Vale a pena contratar o FIES?


Agora a pergunta que não quer calar, e que escuto de muita gente quando comento que contratei o FIES para conseguir finalizar o meu curso. Afinal, vale a pena contratar o FIES?

E digo pra você, depende.

Falo isso, porque dependem de vários fatores para você analisar se realmente vale a pena contratar esse financiamento ou se tenta um outro meio, como o Prouni ou o SISU por exemplo. Cada caso é um caso.

Eu acho que o FIES é realmente uma iniciativa bacana e que ajuda demais quem não tem condições financeiras de arcar com os custos de uma graduação, que podem ser bem altos, dependendo do curso. 

E é preciso ter em mente, que é um financiamento como qualquer outro, que durante o curso as parcelas da amortização são relativamente baixas, e que depois da carência a parcela real pode assustar um pouco. Mas com planejamento e controle é possível passar por esse momento sem grandes sustos.

Já vi gente falando que no contrato estava um valor de prestação a ser paga, e quando chegou mesmo a prestação real, o valor estava bem maior. Por isso, acompanhar e já deixar um valor guardado são boas opções a serem tomadas.

 

No novo FIES não existe mais essa modalidade de carência como foi no meu. Quem contratou nesse novo formato já começa a pagar as parcelas assim que se forma (se estiver trabalhando com carteira assinada), caso contrário, o FIES só irá começar as cobranças quando você conseguir um emprego, ou seja, assim que sua carteira for assinada e você já tiver finalizado o curso, eles começam a te cobrar.

 

Finalizando: Para mim o FIES ajudou demais, pois estava sem trabalhar quando comecei meu curso de Administração e foi graças a ele que consegui um estágio que mais tarde se tornou um emprego fixo. Vejo muitas pessoas reclamando do financiamento, porém para quem não teria condições de ingressar na faculdade de outra forma ele realmente é muito bom.

Mas, se você puder ingressar na faculdade pelo PROUNI, SISU ou pagar integral, faça isso. Pelo menos a dívida de quase 14 você não terá quando se formar. Não é mesmo?!

Ainda não sei ao certo o valor das minhas prestações, porque com os juros e aumentos das mensalidades no decorrer do curso, o valor que foi simulado no contrato com certeza irá aumentar. Mas volto aqui para atualizar o post quando elas chegarem.


Agora me conta, você tem o FIES? Como foi sua experiência? Deixe nos comentários, vou adorar saber.

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